quarta-feira, 13 de março de 2013


Ora então vamos lá!

    Enquanto um tal Exmo. Professor expressa na rádio as suas lágrimas, provocadas pela mágoa despertada pela divida pública deste país de "descobridores" (algo que já é tão natural como a "sua sede"), começa o dia com uma "bica" no café do costume. Mas este não é um café qualquer, não! É um estilo de Meca dos (mal)reformados e subsidiaristas lá da zona. 
    Interessante este fenómeno, pois tal não é o desconforto mental de um jovem cidadão quando, no seu momento de despertar matinal com um belo estimulante servido em chávena escaldada e pires redondo, ouve uma senhora, ainda em idade de produtividade, acompanhada da sua filha (?) renegada até pela própria progenitora, refasteladas cada uma na sua mesa, sim porque ao que parece uma mesa para ambas não satisfaz a necessidade de descanso, pois há quem já nasça cansado, enche o pulmão de ar e diz do alto do seu trono de metal escuro e assento de madeira - "Estes gatunos só sabem é mamar o dinheirinho do povo!". Pois bem, não é que discorde de tal exclamação, sábia e ponderada. Mas não posso deixar de expressar a minha critica, pois é verdade que há quem cuspa no prato onde come. E este é um (claro) exemplo de tal atitude, arrisco até a afirmar que é uma grande escarreta na panela que lhe dá de sustento. Isto porque pensando bem, vejamos. 
    A tal dona passa, as primeiras horas da manha, mais a sua "monstrinha" a contabilizar os metros cúbicos de CO2 presentes no pequeno espaço comum aos clientes. Bebe o seu café e fica durante um par de horas a vaguear o olhar entre as paredes e o jornal, que monopoliza por todo aquele período de tempo, e a professar instigações imperativas sobre o estado da Nação, atraindo à sua conversa uns quantos que tais homólogos que vão e vêm em jeito de marés, à espera que o jornal esteja disponível, para apenas ler "as gordas". Até parece algo normal para quem recebe a sua reforma, após uma árdua vida de suor e sangue e vê agora a sua retribuição esculpida com escaladas investidas por parte dos "gordos mandões", mas não é o caso. Ora como pode alguém, em idade e capacidade física claramente apta ao trabalho e luta por sustento, que recebe uma pensão, ou umas quantas, vá se lá saber, reclamar porque o papá Coelho cortou a semanada e ainda reduziu o montante da mesada em alguns pontos percentuais? Como pode reclamar de carência económica alguém, que prefere escravizar a sua "pequena monstra" sugando mais um presumível subsidiozinho, que esta, a rebenta, recebe mas nem pensa por um segundo, (como poderia pensar se a sua massa encefálica está sequestrada pela vontade da sua dona?), em colaborar e lutar pelo seu próprio desenvolvimento educacional e humano para mais tarde contribuir para uma evolução positiva do PIB português?  
    Enfim, este é o quadro de quem do alto do seu intimo se julga ter o direito a uma vida de desafogo sem para isso mexer um dedo. Que pensa que a sua qualidade social lhe dá o direito a exigir que o Estado Português tenha a obrigação de sustentar incondicionalmente com subsídios quem é carenciado, sem que estes tenham que contribuir para a construção de uma sociedade mais objectiva e produtiva tanto social como economicamente.
    Dá me vontade de lhe cuspir na cara dizendo - "faz alguma coisa de útil para a sociedade em vez de te sentares à sombra do café e mamares o dinheiro dos contribuintes sem justificação aparente, contribui mais e reclama menos, parasita!"          


Sem comentários:

Enviar um comentário